opinião 25/05
A profissão de professor poderia ser catalisadora de grandes talentos e excelentes cabeças que acabam indo para outras áreas do conhecimento técnico e acadêmico. É uma profissão que não atrai porque o desgaste é enorme e o salário não compensa. Cada vez mais somos proletarizados por uma elite política que há anos nos asfixia e se apodera de um discurso que quer fazer acreditar que educação é prioridade. Sabemos que não é. Estamos fartos de sermos tratados como se fôssemos protagonistas. São discursos salvacionistas que transformam a educação na panaceia que irá redimir o País colocando-o no rumo do desenvolvimento. Quem acredita nisso? Estamos cansados desse jogo, temos sido engodados por ele há anos.
É razoável que jovens talentosos não se sintam atraídos pelo magistério. Como passar quatro anos estudando para depois de formado se submeter a um salário tão parco? A um salário que limita desavergonhadamente o poder de compra do professor que passa a consumir sonhos e quimeras por não conseguir ter acesso a determinados bens de consumo. Enquanto isso, a classe política aumenta o seu patrimônio vertiginosamente. Alguma coisa está errada, “há algo de podre no reino da Dinamarca”, como diria uma famosa personagem de Shakespeare.
Santa Catarina está entre os Estados mais ricos do Brasil, possui um PIB invejável, mas é um dos que menos pagam o professor. E o governo, numa cartada política, nisso ele tem maestria, apresenta uma proposta de reajuste para uma parcela da categoria apostando na desmobilização do movimento grevista. Não podemos permitir que isso seja feito e mais uma vez ficarmos à mercê dos discursos maquiados e das retóricas eleitoreiras desta casta. É hora de nos unirmos e precisamos do apoio da sociedade, de pais e alunos, de gente que realmente acredita na árdua tarefa de ensinar e aprender.
Entendemos o caos provocado pela greve, mas queremos que a sociedade compreenda a legitimidade de nosso movimento. Um movimento que reivindica o cumprimento de uma lei nacional. É um absurdo aceitar que na república das bananeiras existam leis que nem governantes querem cumprir. É hora de lutarmos ou voltaremos para a sala de aula derrotados e desmoralizados mais uma vez. Basta.
Destino
4 horas atrás


li seu artigo no a notícia, é muito pertinente!
sou professor de história no município de barra velha, na prefeitura.
bom, sou de minas gerais estou aqui a um ano e dois meses.
brô, publiquei 4 livros de poesia, gosto de música,
filosofia. conheço rubens da cunha e marinaldo, não
fui ao sarau na estação porque minha mulher estava no trabalho.
esse trem de $ para professor no brasil penso que
deveria ter uma greve geral, em todo país, até
os crápulas dos políticos resolverem acordarem pra
a educação, educação de verdade, não isso aqui é
tudo maquiagem. penso também que educação no brasil
já arruinou-se a uns 50 anos, já foi degenerada
de 50 anos para cá. hoje exige-se tanto mestrado,
doutorado, mas o saber mesmo é muito pouco.
parabéns pela sua matéria.
abraço.
Cássio Amaral.