Mantendo uma tradição deste blog, está é mais uma postagem transbordante de resmungos. A categoria de professores da qual faço parte é uma das menos mobilizadas, eufemismo para desunião ou olheiros do próprio umbigo. Perdemos para os bancários, o pessoal da saúde etecetera e tal, estamos atrás de todos.

A data de 11 de maio foi escolhida para uma paralisação em nível nacional em torno da questão do piso salarial nacional que não é muito. A nossa será em Florianópolis que deverá reunir gente das diferentes regiões do Estado de S. Catarina. É lamentável que uma cidade com o porte de Joinville vá uma quantidade tão pequena de professores. E muita gente não vai porque terão que repor estas aulas para não ganhar falta injustificada. Que vergonha, isso é de causar náusea.

É um absurdo que se possa ceder a pressões ou assedio moral por parte de algumas pessoas que estão na direção em cargos comissionados e que procuram dançar conforme a música deste governo desavergonhado e descompromissado com a causa da educação. Governo que teve uma votação massiva neste enorme curral eleitoral que se tornou esta cidade, deste que é o cacique mor que responde pelo nome de Luiz Henrique da Silveira, que entrou com ação de inconstitucionalidade no STF na época que era governador porque Santa Catarina não tinha orçamento para pagar o piso, segundo ele. Justo este Estado que está entre os que mais arrecadam no Brasil.

O supremo já deu causa favorável aos trabalhadores da educação, mas mesmo assim o atual governo e o secretário da Educação, o senhor Marco Tebaldi, outra cria política de LHS, continuam falando do impacto orçamentário na folha do Estado e pelo visto vão nos levar no banho-maria o restante do ano.

É de se esperar dessa corja política que nos asfixia há décadas tal atitude, mas não é aceitável que nós professores nos recolhamos dentro nosso mundinho privado e não juntamos força num grande movimento que nos diz respeito.

O que tenho presenciado nas escolas onde trabalho é que alguns companheiros têm manifestado um comportamento no mínimo, desprezível, aquele do tipo “Deus salve a mim e a minha família e o resto que se dane”!

Que futuro podemos esperar da educação? Estou cada vez mais cético e desesperançado por tudo isso.

3 comentários:

  1. SUA angústia é a mesma que a minha. Os professores não saõ unidos nem pelos seus direitos ,e falam em cidadania, direitos ...esperar o quê??? vamos continuar fazendo a nossa parte,embora muitas vezes sozinhos. Bjs

  1. Anônimo says:

    Era para o Governo existir apenas para salvar o que mais pesa em termos de qualidade, e para alcançar o mais alto dos índices de melhoria gradativa no estado, ele está aqui só para isso, e nem para isso serve. Grito com vocês, porque eu sei o que é um professor ficar sem voz, um professor ser chingado em plena sala de aula por um aluno, eu sei o que é um professor adoeçer, um professor quase desanimar, um professor levar um violão para a sala de aula e cantar com seus alunos músicas para todos esquecerem o caos em que se encontra o que o eles chamam de educação,e mesmo assim, o professor continua lutando por um bem que não vai beneficiar apenas ele, vai beneficiar nossa nação. Mas sinceramente, fico triste por chegarmos a esse ponto. continuemos lutando por um direito, uma hora eles se sentirão pressionados, e ficarão sem saida. Um grande abraço.
    V.

  1. Záia says:

    Obrigado V. por se solidarizar com a causa. É bom saber que o nosso grito não está sozinho.

    abraço

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