A lei no Brasil, desde a anistia, foi instrumentalizada para amordaçar o passado. A lei de anistia procurou instaurar por meio de um decreto uma “reconciliação nacional”. Deste modo, o Nunca Mais brasileiro passou a operar como mecanismo de virar a página em nome da coesão social e não em dever de lembrar.

Agora sobre pressão de Sarney e Collor, Dilma ( até tu Brutus?) cede à força do poder sobre a memória de nossa história rescente com a possibilidade da lei de sigilo (máximo 50 anos) impingir um sigilo eterno sobre documentos oficiais do Brasil.

É lamentável que justificativas de “governabilidade”, de não colocar o Brasil em “situação diplomática delicada” com seus vizinhos, de não abrir “feridas recentes” na nossa história, impeça o acesso de historiadores a fontes primárias de grande valor para o conhecimento de nossa história rescente.

Justo você Vanda, aliás, Dilma, não deveria ceder aos agentes do silenciamento e do enquadramento da memória. “A luta do homem contra o poder é a luta da memória contra o esquecimento” diz Mirek personagem de Kundera. No Brasil o esquecimento não tem cessado em vencer.

1 comentários:

  1. TEIA says:

    Olá Záia.
    Post divulgado na Teia
    Até mais

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